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Um Jards pra ela. Outro pra mim?

Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o rio de janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.

(Meu nome NÃO é Gal)

diário

niterói, 20 de dezembro de 2007
fui postar minhas correspondências natalinas e de súbito resolvi - deliberadamente - cortar caminho por dentro do shopping. pra lembrar a cara das pessoas nesses dias agitados de compras e mais compras.
num determinado momento me achei meio doente, levando cotoveladas e guarda-chuvadas e ainda assim sorrindo, numa espécie de alegria individual por não fazer parte daquilo.
nos corredores, gente corria, famílias se reencontravam, vendedores me sorriam de volta, mães brigavam com filhos e muitas mulheres circulavam como zumbis de olhos vazados atrás de alguma coisa que, com certeza, nem elas sabiam o que era.
se a vida fosse um filme, eu seria a única pessoa ali caminhando em slow-motion. e como grand finale uma luz escorregaria da clarabóia e no centro da confusão brotariam monstros, comunistas ou ets que diriam: ok, fiquem calmos, MAS ACABOU A PALHAÇADA!
em tempo: um gonzo-conceito de história que traduz o espírito do q quis dizer acima:
"(...) Enquanto o Ecstasy chovia na minha cabeça como bolas de sorvete quente, eu andei pela paisagem gótica de Londres pensando comigo que a história não passa duma série de eventos fabricados por futuros cadáveres pra romper a inevitável monotonia da vida."
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SIMUNEK, Chris. Paraíso na Fumaça. São Paulo: Conrad, 2002. pg.: 120.
[se meu professor predileto visse a citação acima, ficaria orgulhoso da minha boa memória e modos acadêmicos.]

ander.

aqui já foi escrito tantas vezes que as mulheres são chatas e que são poucas as que eu aturo e mesmo amo.

daí eu morei na mesma cidade por dois anos. a mariana era minha única amiga. daí quando faltavam dois, três meses, ela apareceu. e parecia que ela já tava ali fazia um tempão. parecia que ela era eu. ou que eu fui ela um dia.
e parecia que nada mais precisava ser dito, que tava tudo pronto...

daí eu coloquei a geladeira na mala e fui embora.

e agora ela faz falta como se tivesse sido minha amiga um dia.
ou como se eu já tivesse sido amiga dela alguma vez.

fazendo coro com a cora.

lendo a cora hoje, tipo... não que seja chocante, mas vale a gargalhada!
afinal de contas, qual o termômetro de uma pessoa influente?
ou, como fazer amigos e influenciar pessoas?

o que eu levaria daqui?

- a mariana
- o daniel
- o phino
- o boné do destro
- um desenho do rim
- a salada de batata da mariana
- o wonka
- o sol do inverno
- o mon

o 5 eu já to levando...