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um monstro de 4 olhos (?)
então... me falaram disso ontem e hoje eu resolvi procurar. o projeto chama-se Four Eyed Monster e foi criado pela dupla que protagoniza os episódios, Arin Crumley e Susan Buice
e diferentemente de quem me apresentou o projeto, eu adoro séries :)
e essa é uma série que difere das outras pq Arin e Susan eram só gente como eu e vc que, como eu e o 5 , conheceram-se pela net e começaram uma relação que acabou virando uma vídeo-história conjunta. e eles começaram a postar na net e a história chamou a atenção não só de gente como eu, mas também do pessoal do Sundance Festival e o resultado é este filme:
o mais legal desse monstrinho é mostrar que vc também pode criar um bicho desses: É SÓ SABER CONTAR UMA HISTÓRIA!
boa sorte pra todos nós.
(e pra eles também)
e diferentemente de quem me apresentou o projeto, eu adoro séries :)
e essa é uma série que difere das outras pq Arin e Susan eram só gente como eu e vc que, como eu e o 5 , conheceram-se pela net e começaram uma relação que acabou virando uma vídeo-história conjunta. e eles começaram a postar na net e a história chamou a atenção não só de gente como eu, mas também do pessoal do Sundance Festival e o resultado é este filme:
o mais legal desse monstrinho é mostrar que vc também pode criar um bicho desses: É SÓ SABER CONTAR UMA HISTÓRIA!
boa sorte pra todos nós.
(e pra eles também)
meu império dos sonhos...
como é que se começa um texto desses?
buenas, vcs já me leram dizer sobre meu sonho adolescente de escrever críticas de filmes e receber os convites de estréias e entrar em festivais com credenciais!
não?
pois bem, eu to passando por um estágio probatório pra conseguir todas essas credenciais \o/
fui convidada pra escrever críticas no Cineplayers, e ajudar a cobrir o Festival do Rio desse ano.
já fui a algumas 'cabines', como eles chamam a exibição de fimes antes de suas estréias oficiais, no caso, dentro da programação do festival.
já escrevi duas críticas sobre documentários latinos, que ainda não foram publicadas.
e me encomendaram ainda a crítica do Science of Sleep e do Cashback.
tem tb o revés, que pra mim será escrever sobre o People - Histórias de Nova York que nada mais é do que um filme bom para a sessão da tarde.
mas é isso. vou riscar mais esse item da minha lista de pequenas peripécias desimportantes já realizadas...
buenas, vcs já me leram dizer sobre meu sonho adolescente de escrever críticas de filmes e receber os convites de estréias e entrar em festivais com credenciais!
não?
pois bem, eu to passando por um estágio probatório pra conseguir todas essas credenciais \o/
fui convidada pra escrever críticas no Cineplayers, e ajudar a cobrir o Festival do Rio desse ano.
já fui a algumas 'cabines', como eles chamam a exibição de fimes antes de suas estréias oficiais, no caso, dentro da programação do festival.
já escrevi duas críticas sobre documentários latinos, que ainda não foram publicadas.
e me encomendaram ainda a crítica do Science of Sleep e do Cashback.
tem tb o revés, que pra mim será escrever sobre o People - Histórias de Nova York que nada mais é do que um filme bom para a sessão da tarde.
mas é isso. vou riscar mais esse item da minha lista de pequenas peripécias desimportantes já realizadas...
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um dia no museu.
vc lembra do dia em que leu pela primeira vez uma palavra estranha e resolveu escrever na parede do quarto, perto da cama, aquela mesma palavra? eu escrevi "nietzsche" pq até aquele momento foi o som mais estranho que eu tinha lido.
e do dia em que vc "precisou" entender pq algumas músicas e filmes e livros eram tão incomuns?
pois é, desse último dia eu nunca descansei. e nesse resarch continum, cheguei até os tropicalistas. e antes deles, aos que os fizeram pensar que ser tropicalista era aquilo. e antes disso, que ser aquilo era ser tropicalista.
antes de continuar, esse não é um texto de apologia ao uso do tropicalismo, até pq - talvez - o prazo de validade pra utilização inescrupolosa desse "artigo de uso cultural" tenha expirado.
mas eu gostaria muito de compartilhar o dia mais divertido que eu passei num museu.
e foi ontem. no mam do rio. graças à ana que me contou da exposição que relembra os 40 anos do surgimento do movimento tropicalista.
fui lá, paguei os 5 contos e pensei: por esse preço eu vou andar em TODOS os brinquedos q eu tiver direito!
e eram muitos, amém!

vc ouve falar dessas obras e desses artistas, tipo oiticica e lygia clark e mesmo assim sobra um vazio de entendimento pra completar o significado inteiro. ontem lá no mam eu consegui entender algumas coisas:
eu bebi uma água verde duma tigela da dona lygia, além de entrar numa casa muito divertida que ela criou (com câmaras escuras, seguidas por espelhos e bexigas e bolhas de ar) e depois de ter usado todas aquelas máscaras e luvas e roupas sensoriais, dela também. e mais na frente poder entrar num micro-sítio do seu oiticica, com aqueles vários ambientes com terra e serragem e araras vermelhas e vivas (que tavam lá comendo um mamão. mas que pareciam cansadas demais pra estarem ali.). e deitar numa caixa de areia que parecia feita pra deitar.
só não deu pra correr com um parangolé no pescoço, pq o moço disse que assim já era demais. assim como tocar no porco empalhado de 1967 era perigoso demais pro porco que tá empalhado desde 1967. mas com as marionetes da maquete do cenário do "rei da vela", eu mexi. e contei pro moço :)
e um altar pro rei roberto, tão singelo. e umas caixinhas de música do domenico + 2, onde cada caixa te dava acesso a um instrumento/canal da música, e vc podia mixar o som da maneira que quisesse.
se isso é arte, se dá pra chamar assim, eu não sei.
mas eu imagino a diversão que deve ter sido chegar numa exposição dessas, ali pelos finais dos 60, e bangunçar os sentidos de tanto brincar. isso sim deve ter sido uma revolução.
hoje é 2007. e pra mim, ainda foi.
e do dia em que vc "precisou" entender pq algumas músicas e filmes e livros eram tão incomuns?
pois é, desse último dia eu nunca descansei. e nesse resarch continum, cheguei até os tropicalistas. e antes deles, aos que os fizeram pensar que ser tropicalista era aquilo. e antes disso, que ser aquilo era ser tropicalista.
antes de continuar, esse não é um texto de apologia ao uso do tropicalismo, até pq - talvez - o prazo de validade pra utilização inescrupolosa desse "artigo de uso cultural" tenha expirado.
mas eu gostaria muito de compartilhar o dia mais divertido que eu passei num museu.
e foi ontem. no mam do rio. graças à ana que me contou da exposição que relembra os 40 anos do surgimento do movimento tropicalista.
fui lá, paguei os 5 contos e pensei: por esse preço eu vou andar em TODOS os brinquedos q eu tiver direito!
e eram muitos, amém!

vc ouve falar dessas obras e desses artistas, tipo oiticica e lygia clark e mesmo assim sobra um vazio de entendimento pra completar o significado inteiro. ontem lá no mam eu consegui entender algumas coisas:
eu bebi uma água verde duma tigela da dona lygia, além de entrar numa casa muito divertida que ela criou (com câmaras escuras, seguidas por espelhos e bexigas e bolhas de ar) e depois de ter usado todas aquelas máscaras e luvas e roupas sensoriais, dela também. e mais na frente poder entrar num micro-sítio do seu oiticica, com aqueles vários ambientes com terra e serragem e araras vermelhas e vivas (que tavam lá comendo um mamão. mas que pareciam cansadas demais pra estarem ali.). e deitar numa caixa de areia que parecia feita pra deitar.
só não deu pra correr com um parangolé no pescoço, pq o moço disse que assim já era demais. assim como tocar no porco empalhado de 1967 era perigoso demais pro porco que tá empalhado desde 1967. mas com as marionetes da maquete do cenário do "rei da vela", eu mexi. e contei pro moço :)
e um altar pro rei roberto, tão singelo. e umas caixinhas de música do domenico + 2, onde cada caixa te dava acesso a um instrumento/canal da música, e vc podia mixar o som da maneira que quisesse.
se isso é arte, se dá pra chamar assim, eu não sei.
mas eu imagino a diversão que deve ter sido chegar numa exposição dessas, ali pelos finais dos 60, e bangunçar os sentidos de tanto brincar. isso sim deve ter sido uma revolução.
hoje é 2007. e pra mim, ainda foi.
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